2 de outubro de 2017

Confiança do consumidor brasileiro aumenta 10,9% na passagem de agosto para setembro, registra índice da ACSP

Atualizado em 10 de outubro de 2017

Índice Nacional de Confiança da ACSP marcou 71 pontos (7 a mais sobre agosto), puxado por regiões de agronegócio e pela classe C. A percepção de melhoria dos indicadores econômicos chegou ao consumidor, mas o INC continua em patamar baixo.

A percepção de melhora dos indicadores econômicos chegou ao consumidor brasileiro: em setembro, o Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou 71 pontos, o que representa um aumento de 10,9% sobre agosto (64 pontos).

Por outro lado, a confiança permanece muito baixa, longe de alcançar o valor neutro (100 pontos). O INC varia entre zero e 200 pontos, sendo o intervalo de zero a 100 o campo do pessimismo e, o de 100 a 200, o do otimismo. Desde julho de 2015, quando o INC ficou abaixo de 100 pontos pela primeira vez, o indicador não conseguiu retornar à zona positiva.

HISTÓRICO DO INC EM 2017:

- Janeiro: 77 pts

- Fevereiro: 74 pts

- Março: 71 pts

- Abril: 66 pts

- Maio: 68 pts

- Junho: 68 pts

- Julho: 63 pts

- Agosto: 64 pts

- Setembro: 71 pts


“É uma melhora decorrente da forte queda da inflação, que promove a baixa da taxa de juros e o prolongamento dos prazos de financiamento. A melhora na geração de empregos e a recuperação da massa salarial também contribuíram”, diz o economista Marcel Solimeo, diretor do Instituto de Economia da ACSP. “Assim, a reação dos indicadores econômicos começa a animar o consumidor. O INC ainda está em patamar muito baixo, mas com tendência de recuperação”.

A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 12 de setembro em todas as regiões brasileiras. O salto do INC em setembro foi puxado por regiões de agronegócio e pelos consumidores da classe C.   

CONFIRA AQUI A ÍNTEGRA DO INC DE SETEMBRO

SUPERSAFRA

Em setembro, todas as regiões tiveram alta no Índice Nacional de Confiança/ACSP, com destaque para o Sul: beneficiada pelo agronegócio, a região apresentou salto de 21 pontos no INC na passagem de agosto (62) para setembro (83).  

O grupo Norte/Centro-Oeste está em segundo lugar no ranking de confiança das regiões e avançou quatro pontos de agosto (68) para setembro (72). Assim como no Sul, a supersafra ajuda a puxar o crescimento da economia e do emprego da região. “O peso da agricultura na economia brasileira é muito grande”, salienta Solimeo.

Na contramão, por depender da reação da indústria, a confiança do Sudeste está em patamar mais baixo, mas também melhorou de agosto (63) para setembro (68). Por fim, o INC dos moradores do Nordeste saiu de 63 pontos em agosto e foi para 66 em setembro.  

INTERIOR

A pesquisa da ACSP compara a confiança dos consumidores das capitais, das cidades do interior do Brasil e das regiões metropolitanas. O interior registrou a maior alta (11 pontos) na passagem de agosto (65) para setembro (76). “O agronegócio estimula o crescimento das cidades interioranas, por isso o índice cresceu mais e se mantém mais alto em relação às capitais e às regiões metropolitanas”, afirma Solimeo. 

Nas capitais, o INC marcou três pontos a mais: 66 contra 63. Já nas regiões metropolitanas, que não contam com o agronegócio, a diferença foi de apenas dois pontos, com 56 em agosto e 58 em setembro.  

CLASSE C

Historicamente a menos pessimista do INC, a classe C voltou a apresentar o maior índice entre as classes, com avanço de oito pontos na passagem de agosto (65) para setembro (73). Desde setembro de 2015, esse grupo não ficava à frente. “O consumidor da classe C é o mais propenso a comprar a prazo. É também o grupo que mais dispõe de mão de obra semiespecializada, o que desperta grande interesse das empresas”, comenta o economista da ACSP. Na classe AB, a confiança pulou de 58 para 64 pontos e, na DE, de 63 para 67 pontos.


RETOMADA DA CONFIANÇA DOS CONSUMIDORES

Veja no vídeo abaixo a entrevista com o economista da ACSP, Ulisses Ruiz Gamboa, no programa Ponto a Ponto da Band News, sobre a volta da confiança dos consumidores. 

 

 

O ÍNDICE

Encomendado pela ACSP ao Instituto Ipsos desde 2005, o INC tem margem de erro de três pontos e é elaborado a partir de entrevistas pessoais e domiciliares em todas as regiões brasileiras, com base em amostra probabilística e representativa da população brasileira de áreas urbanas de acordo com dados oficiais do IBGE (Censo 2010 e PNAD 2014). Trata-se de uma medida da extensão de confiança e segurança do brasileiro quanto à sua situação financeira ao longo do tempo. Além de indicar a percepção do estado da economia para a população em geral, o índice visa a prever o comportamento do consumidor no mercado.